domingo, 25 de outubro de 2009

Crepes

Acontece-vos de vez em quando terem desejos? Por comida, que fique claro.

Os meus desejos mais recorrentes são por crepes. "O meu reino por um crepe!". Mas, não tendo nenhum reino para fazer a troca, resta-me ir para a cozinha e meter as mãos ao trabalho.

Hoje foi um desses dias, pelo que convidámos amigos para o lanche e eu fui para a cozinha.

Os crepes são, possivelmente, o que mais fiz desde que comecei a cozinhar, porque toda a gente gosta, e ao longo dos anos tenho vindo a experimentar várias receitas. Muitas delas pus de parte, porque não me convenceram, ou porque os crepes se partiam todos, ou porque sabiam muito a ovo. Esta é a minha derradeira, aquela que vou usar sempre até ao final dos meus dias.

Antes de passar para a receita, queria esclarecer algumas confusões muito comuns entre crepes e panquecas, pois não são a mesma coisa:
-a massa dos crepes é mais líquida que a massa das panquecas;
-os crepes são finos (quanto mais finos melhor) e as panquecas são mais grossas (cerca de 0.5cm ou um bocado mais).
Não são muito diferentes, mas sim o suficiente para não serem a mesma coisa e terem designações diferentes. É a mesma coisa que dizer que calças e calções são a mesma coisa.


Ingredientes:

300g de farinha
3,5dl de leite
2,5dl de água
4 ovos
50g de manteiga (ou 5 c. de sopa)
(fui simpática e passei as medidas para métrica, porque estavam em copos)

Preparação:
Ponham os ingredientes todos numa taça e batam com uma batedeira até estar homogéneo. É importante que não haja grumos, porque afectam a espessura dos crepes quando estão a ser cozinhados.
Quando estiver bem misturada, põe-se no frigorífico e aguarda-se 30 minutos.
Tirem a massa do frigorífico e ponham uma frigideira ao lume. Ponham alguma massa na frigideira e mexam-na em círculos para espalhar bem pela frigideira toda.
Apesar de nunca me ter acontecido com esta massa, é normal se o primeiro crepe se quebrar. Com a prática vão começar a perceber quanta massa é precisa para cobrir o fundo da frigideira e fazer crepes mais finos.

Voilá! Agora podem acrescentar o que bem vos apetecer. Cá por casa foram acompanhadas com Geleia de Marmelo (caseirinha, mas isso fica para outro dia) e um cházinho.
Se preferirem fazer crepes salgados, podem rechear com acompanhamentos salgados, ou também trocar a farinha por farinha integral, que dá outro sabor e textura aos crepes.

Espero que gostem ;)

Bons feitiços!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Estou de volta!

Para começar, quem me conhece bem sabe da quantidade enorme (e ponham enorme nisso) de revistas de culinária que tenho. Para que tenham uma pequena ideia, eu compro a revista Segredos de Cozinha (não é publicidade) desde 1997. É uma revista semanal e nestes anos todos, falhei muito poucas semanas.

Assim, para libertar um pouco o peso que tenho na consciência por ter tantas revistas e não lhes dar uso, decidi escolher pelo menos uma receita de cada revista. Escrevi cada nome de receita num papel, assim como o nº da revista e vou andar a sortear o que será o jantar, pelo menos uma vez por semana.

A feliz contemplada desta semana foi a Salada de Cuscuz e Legumes, o que me deixou bastante contente. Cuscuz é sêmola de trigo reduzida a grânulos e um dos meus alimentos preferidos. Infelizmente não usamos muito, porque os homens da casa querem é comida pesada e que encha, mas tanto eu como a minha mãe gostamos e achamos que devíamos usar mais. E o papelinho ditou o jantar e o que tem de ser tem muita força. E somos nós que fazemos o jantar, pelo que, se não gostam, têm a solução de passarem a ser eles a fazê-lo, mas duvido que o façam, lol.


Ingredientes:

200g de cuscuz
2dl de água
1 noz de manteiga
1 pimento vermelho
1/2 courgete
1 cebola média
2 c. sopa de azeitonas
1 c. sopa de pickles
azeite q.b.
sal q.b.

Preparação:
Coloquem o cuscuz numa taça e juntem a água quente e temperada. É importante que a água esteja bem quente, para que o cuscuz absorva a água, inchando e cozinhando. Assim que o cuscuz absorver a água, juntem a manteiga e mexam até que esta esteja bem misturada.
Cortem o pimento e a courgete em cubos e piquem a cebola. Levem a saltear numa frigideira com um bocadinho de azeite, apenas o suficiente para amolecer um pouco os legumes. e temperem com sal. Quando estiverem salteados, juntem ao cuscuz, assim como as azeitonas e os pickles picados.
Misturem tudo e está pronto a servir.

Este prato é muito bom servido quente, mas não perde qualidade quando está frio.

Aqui em casa, para metade é considerado prato principal, para outra metade é acompanhamento. Adivinhem como é que estamos divididos...

Bem, agora deixo-vos à vontade para irem para a cozinha.

Bons feitiços!

domingo, 11 de outubro de 2009

Hoje apeteceu-me fazer o jantar ;)

Já andava a pensar nesta receita há uns dias. Inclusive, ontem andei à procura dela, porque já a tinha feito, mas não consegui encontrar a revista, portanto foi mesmo de memória.

À imagem da receita anterior, esta também é muito simples e tem apenas quatro ingredientes. Apesar de simples, acreditem, dá para surpreender as pessoas. Cá em casa não estavam com grande vontade de jantar, mas bastou uma garfada e todos comeram!


Digam lá que não tem bom aspecto. Acreditem que o sabor é ainda melhor!

Ingredientes:

4 peitos de frango (cortem cada peito em dois, ou peçam para cortar quando os comprarem)
2 queijos frescos
8 fatias de bacon
sal q.b.

Preparação:
Comecem por temperar os peitos de frango com sal.
Cortem os queijos frescos em quatro.
Coloquem um dos quartos de queijo numa ponta do peito de frango e enrolem. De seguida enrolem uma fatia de bacon. Para prender os rolos, usem um palito.
Ponham numa travessa e levem ao forno, a 200ºC, durante cerca de 30 minutos.

É só isto, simples, não é?

Fico à espera das vossas opiniões :)

Bons feitiços!

Não sei como é com vocês, mas quando eu gosto muito de um certo tipo de comida, tenho tendência a fazer sempre da forma que gosto. Por exemplo, cá em casa, a batata doce é assada no forno e por muitas receitas que encontremos, é assim que gostamos dela, por isso acabamos por não mudar.

Acontece o mesmo com outros alimentos, por exemplo, os chocolates. Compramos uma barra do chocolate que gostamos e nunca pensamos nas possibilidades culinárias que ele tem.

Por isso mesmo, quando encontrei esta receita há cerca de um ano, fiquei um pouco apreensiva. Afinal de contas, se corresse mal, eram bons chocolates que estava a deitar fora.

Mas a vida é feita de riscos e, por arriscar, encontrei uma das receitas mais fáceis, rápidas e aditivas de sempre!


Ingredientes:

200g de arroz tufado (em peso, não pode ser nos copos medidores)
125g de manteiga
4 barras de Mars

Preparação:
Cortem os mars em bocadinhos e levem ao lume num tacho junto com a manteiga. Escolham um tacho grande o suficiente para juntar o arroz tufado.
Mexam até derreter bem. Este processo demora entre 5 a 10 minutos. Não se assustem com o aspecto, é por causa das várias componentes do mars.
Quando os mars estiverem bem derretidos, desliguem o fogão e juntem o arroz tufado. Certifiquem-se que misturam bem o arroz e o caramelo que se formou. Deitem numa travessa e nivelem.
Esperem cerca de 30-40 minutos, para arrefecer, e cortem em quadrados. Voilá!

Não se esqueçam que eu disse que era viciante...

Bons feitiços!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quando o meu avô me ofereceu aguardente, soube imediatamente o que iria experimentar: Licor de Romã! Confesso que nesse dia parecia uma alcoólica num bar: os meus olhos estavam a brilhar enquanto me agarrava a um garrafão de 3l do aguardente que o meu avô faz.

O Outono já chegou e com ele trouxe toda uma panóplia de sabores de época. As romãs fazem parte destes sabores e está entre os meus preferidos. Chego a achar o acto de tirar os bagos de romã, mais do que um tormento, uma espécie de ritual.

As romãs têm apenas o inconveniente de manchar as mãos de amarelo, pelo que vos aconselho a, assim que acabam de retirar as sementes, lavarem as mãos com um bocadinho de cif e esfregarem bem.

Os licores, apesar de demorados, são fáceis de fazer e quando os terminamos só temos de nos controlar para não os beber antes de os deixarmos maturar. O que às vezes é difícil...


(Romãs a macerar no aguardente)

A receita que encontrei para o licor é esta:

2 romãs
3dl de aguardente
150gr de açúcar
1 limão

Preparação:
Tirar os bagos às romãs e colocá-los num frasco de boca larga, pisando-os levemente. Cobrir com o açúcar e as raspas do limão, deixando enxaropar durante 15 dias.
Adicionar o aguardente e deixar macerar durante 3 meses, tendo o cuidado de agitar ocasionalmente.
Ao fim dos 3 meses, filtrar e engarrafar.

Devo dizer que houve algumas coisas na receita que não me agradaram:
1º já fiz licores que levavam limão, anteriormente, e não gostei do resultado, porque o sabor do limão cortava o sabor do licor, logo, cortei no limão.
2º prefiro o método de licor em que se deixa inicialmente as frutas a macerar com o aguardente e depois se junta uma calda de açúcar, logo, cortei no açúcar.

O que se vê na foto, são os bagos de duas romãs, esmagados, a macerar nos 3dl de aguardente. Daqui a cerca de um mês vou terminar o licor e saberão o veredicto final.

Finalização: no final do tempo de maceração, coa-se o licor, apenas para retirar os elementos sólidos, como frutas, e mede-se. O valor final é o valor da calda de açúcar que se deve fazer, assim, divide-se em dois, sendo uma parte de água e a outra de açúcar (se filtrado deu 5dl de licor, a calda deverá ter 2,5dl de água e 250g de açúcar). Leva-se ao lume e quando levanta fervura contam-se 3 minutos e desliga-se. Deixa-se arrefecer um pouco a calda e junta-se ao licor. Depois de misturado, filtra-se o licor (eu uso filtros de café) e engarrafa-se.

Entretanto, convidava-vos a fazer este licor em simultâneo comigo. Quem sabe se acabaremos a comparar os resultados finais?

Para quem não consegue arranjar aguardente, não desesperem, usem cachaça (preferencialmente), ou vodka, mas se conseguirem arranjar, é sempre a melhor opção.

Bons feitiços!

;;